segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Se a vida é um grande mangá... Tudo pode acontecer!!!

Oi gente,
Estou cansada. Beeeeem cansada.
Com a família viajando, ganhei um personagem a mais para interpretar: dona de casa.
Papelzinho danado esse... Não é dos mais glamurosos, mas consome do "ator" que é uma beleza.
Eu, que já tinha poucos papéis no teatro da vida (secretária, estudante, mangaká, produtora, free-lancer); agora tenho que colocar a comida do cachorro e botar o lixo pra fora.
Pensar todos os dias no que fazer de comida e deixar a cozinha limpa para o dia seguinte.
Prestar atenção ao gás e sacrificar um dia de folga para lavar roupa.
Irônico isso... Acordar de manhã, ver que o dia está lindo... E ao invés de dizer: "Oba! Que dia lindo pra passear!", falar instintivamente: "Eita dia bom pra lavar roupa! Vai secar tudo!".

Só mais tarde, quando o cachorro está dormindo de barriga cheia, a roupa está dançando com a brisa no varal e a casa tem cheiro de limpeza; cai a máscara da dona de casa - cansada.
A produtora lembra que precisa divulgar os projetos do grupo e vender mais o peixe da companhia. Lembra também que recebeu 24 páginas para estudar em menos de 48 horas.
Ah! Também precisa dar um pulinho no supermercado - pois acabou o café.

E agora, cara pálida: quem tem mais prioridade?
Todas têm. Tudo isso é importante. Limpar, diagramar, sair, dançar, produzir, desenhar. Quando você tem muitas veias artísticas emaranhadas no corpo, acaba conseguindo fazer um pouquinho de tudo... Mesmo que isso canse o corpo, lá no fundo do peito fica um sorrisinho malandro de adrenalina, de aventura.
Sim, porque a vida nada mais é do que um grande mangá. E se não tiver aventura, somente rotina... Quem irá comprar?

domingo, 17 de outubro de 2010

Teatro... Emoções dentro e fora do palco

Ontem fui ao teatro, assistir "Música Para Cortar os Pulsos", de Rafael Gomes.
No elenco, Kauê Telloli, Mayara Constantino e Victor Mendes.
Três atores jovens, com postura, teor e expressão de quem tem décadas e décadas de carreira.
Cenografia simples, luz com toque "caseiro", introspectivo... E três histórias de amor sem final feliz.
Isto é fato... Nem todo romance termina com a frase "felizes para sempre".
Mas nem por isso são ruins... Porque amor é bom enquanto dura.
Logo na chegada, fomos (eu e todo o público presente) recebidos com uma frase.
A frase do meu papelzinho era: "Estranho seria se eu não me apaixonasse por você". Tive de sorrir, pela feliz coincidência de receber o trecho de uma música que adoro, de uma cantora que sou fã.
Música esta que me lembra alguém... Uma coisa que não teve final feliz, mas foi boa enquanto durou.
Passado este primeiro momento de "feedback", voltei à atmosfera do teatro: canções lindas tocando, teatro acolhedor. Meus amigos por perto. Momento especial.
Curiosa, cheia de expectativas. Após tanto tempo acompanhando espetáculos de comédia e pantomima; seria quase uma "estréia" acompanhar 1 hora de romance. Não tinha parâmetro nenhum... Apenas minha enorme paixão pelo teatro.
O espetáculo começou e o público foi convidado a conhecer todos os lados de uma pessoa que ama: o lado de quem sofre, o lado de quem nunca o sentiu e o lado de quem não se declara.
Penso que, assim como eu, todos os expectadores devem ter se identificado com um ou outro personagem em particular. Ou talvez, com um pouco dos três.
Me emocionei muito com os textos do Ricardo. Da maneira pura como ele amava, da poesia de seus textos. Em especial, na cena "Tentativas". Precisei ser forte para não borrar o rímel.
Adorei a irrevêrencia e a leveza do Felipe. É tão despretencioso, tão despojado... Que em algumas partes, senti-me em frente ao espelho. Sim, ele me fez sorrir várias vezes.
Não sei como é na pele o drama de Isabela. Nunca sofri assim por uma pessoa. Ao contrário... Deleto até com certa facilidade. Porém, a personagem me deu mais um nome para admirar: Mayara Constantino. Uma atriz que passa do trágico para o lúdico, da comédia para o ódio; com a mesma facilidade de quem muda a página de um livro. Uma grande atriz, sem sombra de dúvidas.
Sorri, pensei, quase chorei... E ouvi muitas músicas lindas, entre uma emoção e outra.
Dei muitas risadas no corredor (com a turbina barulhenta, a loira do elevador...) e fiquei feliz por estar dividindo aquele momento, aquele dia, com meus amigos. Pessoas que fazem minha vida mais completa... Mais vida.
E voltei para casa com eles, sentindo a alma leve; com a lembrança da simpática Mayara e do atencioso Victor em pensamentos e fotos que guardarei para sempre!

Pessoal, recomendo para todos: Música Para Cortar os Pulsos: http://musicaparacortarospulsos.blogspot.com/
Acompanhem o blog... E prestigiem quando tiverem oportunidade!

Bj em todos!