segunda-feira, 31 de outubro de 2011

EU QUERO TER 1 MILHÃO DE AMIGOS...

No último sábado, concluí mais um curso de mangá. 
Não desmerecendo as turmas anteriores que já formei... Mas esta última foi a melhor de todas.
Foi a melhor por muitas razões, mas principalmente, pela força de vontade que tiveram. O desejo de aprender era tão grande, que os alunos conseguiram extrair de mim uma quantidade enorme de informação; apesar do curto tempo de aulas. Fizemos em 2 meses o que normalmente costumo dividir em 4. 
Foi realmente muito intenso e marcante!
Este curso me fez refletir sobre muitas coisas. Fiquei pensando como 19 pessoas (ou 20, me incluindo entre elas) conseguem produzir uma mesma história, com tanta cumplicidade.
Organização? Disciplina? Roteiro dividido em plot? Isso tudo eu já sei, de cor e salteado. 
Mas, para se trabalhar em grupo, não basta apenas ser bom profissional. É preciso (também) ser um bom ser humano. 
Ao dar aulas, eu não fico presa somente ao lado artístico. Por mais que os alunos venham até mim para buscar conhecimento técnico, eu os vejo como seres humanos, irmãos de pátria e de hobby. 
Assim, começo a me perguntar o que move suas mãos quando estão desenhando... Seria o mesmo sentimento que eu? E se for por raiva, e não por prazer? E se for uma terapia, e não vocação?
Percebo, então, que os motivos são muitos; embora o canal seja o mesmo. E para sintonizar tantas freqüencias distintas, precisamos nos conhecer, interagir... Gostar uns dos outros. Esse é o segredo de um bom grupo.
Essa turma de mangá se respeitou, admirou o trabalho dos colegas, trocou informação, fez contato. 
Enfrentou o medo da tinta borrar, da pintura manchar. Perguntou, respondeu, compartilhou... E aceitaram todo o aprendizado que lhes ofereci, de coração aberto.
Independente de como as águas rolem nos próximos anos, uma coisa eu tenho certeza: não posso parar de dar aulas. Não posso ser egoísta a ponto de segurar minhas experiências dentro de mim, e não dividir com ninguém. Por mais que o meu traço ainda tenha muito que amadurecer; minha trajetória é madura o suficiente para servir de exemplo, de motivação para tantas outras Giseles por aí. 
Infeliz é a pessoa que passa pela vida, sem descobrir sua missão neste mundo... 
Graças a Deus, eu descobri minha missão há muito tempo: espalhar mensagens positivas ao meu redor, da maneira mais gostosa que existe - FAZENDO MANGÁ.


Bj em todos!